DIRECTOR HECTOR BABENCO LOOKS AT PRISON LIFE BRAZILIAN STYLE
By Brad Balfour - May 19, 2004

Having returned from an exile of several years from filmmaking, Argentinean born/Brazil based director Hector Babenco reemerges with CARANDIRU, his fictionalized take on life inside the notorious São Paulo prison-which is now getting released in the United States after it had various premieres at various international festivals such as the Toronto Film Festival and the Tribeca Film Festival.

With Hector Babenco (left) is Rodrigo Santoro, the actor who plays one of the prisoners, "Lady Di" --a noted Brazilian actor who was in "LOVE ACTUALLY" – Photo by Tom Lau

Through an ensemble of prisoner stories, the film details arguably the world's worst penal environment as it crescendoed into infamous 1992 riot that left 111 prisoners massacred and forced serious reforms within Brazil's prison system.

As Babenco explained in accented English, he didn't want to make just another prison documentary. "I felt I was dealing with something from the real characters who are human; in some way I stole [my characters] from the real people in prison. The film's story is based on a real doctor who spent from 1 pm to end of day-ending at 8 or 9 o clock at night doing medicine for free. These are the stories he heard. He never questioned them, whether they were true or not. He never judged them."

Doctor Drauzio Varella's real life experiences from the time he spent inside this dreadful State penitentiary, while doing work on AIDS prevention, provided the material that became a book and inspired this film. While there he found hundreds of convicts living under degrading conditions.

Babenco spoke with the doctor to get a feel for what he went through. "He spent 14 years in there, and felt it was his responsibility to do medicine in there. He said to me, 'You know Hector, I got a chance to do medicine under laboratory conditions as if it were the turn of century.' He had to look at the people, listen to their complaints and do an immediate diagnosis; many had the same problems, rashes in skin, congestion in the lungs but what was fascinating was how starved these people were for someone to listen to their own story, real or invented. It was part of process of redoing the way they wanted to be seen or accepted through their own version of what they did. Remember, these are very bad tough guys; they did not just steal a Coca Cola. They're in for decades to account for what they did. I decided to make a movie in the same spirit of the guy who wrote book -- not to be judgmental or denounce them."

It's not the first time that Babenco has handled characters outside the confines of established society. In his acclaimed 1985 film, KISS OF THE SPIDER WOMAN, Luis Molina and Valentin Arregui are cell mates in a South American prison-, the former a homosexual found guilty of immoral behavior and the other a political prisoner. To escape reality Luis invents romantic movies, while Valentin tries to keep his mind on his situation. As they cope with their situation, the two come to understand and respect each another.

In fact, Brazil's dark side has garnered not only Babenco's attention but that of other filmmakers as well. Both the fiction film CITY OF GOD and the documentary BUS 174 draw on the lives of the very poor from the slums-in this case, Rio de Janeiro-and the tragic consequences of such a life.

THE PRISONERS OF THE IRON BARS-SELF PORTRAITS, a film that debuted at the Tribeca Film Festival along with CARANDIRU, was assembled by director Paulo Sacramento, from footage shot by the actual prisoners from Carandiru who attended a filmmaking workshop. Seeing the two films together provided an eerie mirror into a world few want to experience.

Said Babenco, "These films show the inadequacies of the global economy. Brazil is a very schizophrenic country. Two personas exist in the same place -- one that pays the debt and dances according to the rules of international economy, so maybe 15% of the population live like they live on the upper east side of new York, and the other 85% live like in they were in the middle ages. What comes out of this contrast is very provocative.

"For storytellers, this is intriguing. Who wants to tell the story of people who live on [New York's] upper east side? You American can do that much better than us. Without sounding pretentious--I am not going save the world or cause a revolution-- but films like mine might give a little clarity in a world with such painful contrasts."

Film Festival Today


Isto É Gente - A fase de ouro de Rodrigo Santoro
Garoto de Ouro
Sucesso na tevê e no cinema, o ator vive sua melhor fase profissional, diz estar solteiro, mas não sozinho, procura não ficar sem sexo e agradece a Deus pelo grande momento

Ao chegar à suíte do hotel Pestana, em Copacabana, na quarta-feira 23, Rodrigo Santoro assobia trechos de músicas e repete o passatempo algumas vezes. De jeans, tênis e camisa com estampa de flores, sem pressa ele tira das costas o mochilão azul-marinho. Na hora de posar para
as fotos, a tática para descontrair é outra. Antes de
cada clique, o ator precisa de alguns segundos para se concentrar. A dificuldade em se expor, por incrível que pareça, denota um dos traços da personalidade do ator:
a timidez. “Sou bicho do mato”, diz Rodrigo que, para
seguir a carreira artística, teve de vencer a vergonha.
“Era estranho olhar para a câmera e me assistir depois.
Não me sentia confortável.”

Difícil de acreditar. Afinal, após nove anos de carreira, Rodrigo tem total intimidade com as câmeras. Consagrou-se como um ator versátil – um dos melhores de sua geração – e vive sob os holofotes. Aos 27 anos, é um dos destaques de Carandiru, de Hector Babenco, produção que levou dois milhões de pessoas ao cinema em apenas três semanas e concorre à Palma de Ouro no Festival de Cannes, na França. No filme, ele se despiu de pudores para viver o travesti Lady Di. “Foi o meu personagem mais difícil”, diz. Na tevê, ele vive o galã sedutor Diogo na novela Mulheres Apaixonadas e, em junho nos Estados Unidos e em julho no Brasil, poderá ser visto no cinema como um vilão na produção hollywoodiana As Panteras: Detonando, ao lado de Drew Barrymore, Lucy Liu e Cameron Diaz. Está numa fase profissional de ouro.

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Capricho - Rodrigo detonando!
Na sexta-feira, dia 11, As Panteras - Detonando estréia em centenas de cinemas. E você faz este sucesso como o Diogo de Mulheres Apaixonadas. Como se sente?
Estou ótimo. Bem de saúde, grande astral, achando tudo ótimo. As Panteras - Detonando é um filme movimentado, divertido. E tem aquelas mulheres maravilhosas. Meu papel é pequeno, mas eu estou orgulhoso dele. Tenho o maior orgulho das escolhas que tenho feito no cinema e na vida.

Como As Panteras aconteceu em sua vida?
Vocês é que podem me dizer. Eu estava conversando com os produtores e o estúdio, mas a notícia veio por meio da imprensa. Vocês são fogo. Noticiaram com todo o estardalhaço que eu ia filmar um blockbuster em Hollywood, cheio de mulheres bonitas, e agora querem me destruir, dizendo que o papel é curto, que eu nem falo. Nunca disse que o papel era grande nem que tinha falas. Até tinha, mas elas foram cortadas na montagem e eu acho que não fazem falta. O diretor McG me explicou o que queria do meu personagem. É um cara que chega não se sabe de onde e some imediatamente. Sua importância como vilão é desencadear uma reação das três protagonistas. Ele deixou isso claro e eu trabalhei em cima dessa indicação.

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Marie Claire - Rodrigo fala sobre sua vida
Você começou na televisão e de repente deu um salto: virou ator de cinema premiado e com projeção internacional. Não foi muito rápido?
Não. Não dei um salto, dei mais um passo. Quando fui convidado para fazer o 'Bicho' ['Bicho de Sete Cabeças', 2001], estava a fim de fazer cinema há muito tempo. Me emocionei com a história e aceitei o papel por um único motivo: vontade de contar aquela história. Nunca imaginei ganhar um prêmio, ganhei oito... Não tracei uma estratégia para virar ator de cinema. Simplesmente segui o que sempre segui na minha vida: meu instinto e meu coração. Quando a oportunidade apareceu, ralei muito. Sou um ator em início de carreira, aprendendo e experimentando. Estou de licença da Globo agora, mas quero voltar à televisão. Foi onde aprendi o pouco que sei.

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Omelete
Muito se falou sobre a participação do ator Rodrigo Santoro (Carandiru) na continuação de As Panteras, com estréia nacional marcada para esta sexta-feira. Muitos boatos tomaram conta da mídia - chegou a ser publicado em jornais e sites brasileiros que o ator global viveria um dos papéis principais do filme. Mas a verdade é que seu personagem, que aparece com certo destaque no trailer final, tem lá sua importância para a trama, mas entra mudo e sai calado. No entanto, ao que parece, Santoro não está nem aí para isso. "Desde o início me preocupei em esclarecer as coisas, porque a dimensão real do trabalho estava sendo exacerbada, criando falsas expectativas. Eu sempre avisei que se tratava de um papel pequeno, que eu estava no filme para cumprir uma determinada função que, no meu entender, cumpri muito bem. O personagem é exatamente o mesmo que estava na minha primeira leitura do roteiro", diz o ator.



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