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Capricho - Elas por Elas
A novela começa logo com o casamento do Diogo. Como vai ser?
Pois é, ele começa logo casando com a personagem da Paloma Duarte, Marina, que está grávida - e já na cerimônia arruma confusão querendo beijar a prima, um antigo caso mal-resolvido. Mas resolve dar esse "último beijo" justo no quarto da noiva! Mas o barato da relação dele com a esposa vai ser justamente a sinceridade. Ela não é cega, ao contrário. Percebe tudo, mas vai procurar entendê-lo de alguma forma. Isso é muito bacana. Nossa sociedade é tão cheia de preconceitos e tradições que as pessoas acabam representando papéis dentro de casa, não mostra nossa verdade. A maioria das pessoas nem sabe direito com quem está casado. Acho que o Diogo vai criar muita polêmica, muitos homens - e algumas mulheres também, quem sabe? - vão se identificar com ele e forçar o Brasil inteiro a discutir a questão da verdade no casamento. Você não acredita no modelo atual de casamento, então? Não sei. Vejo que as pessoas tem muita dificuldade em dividir suas vidas, compartilhar o mesmo espaço. Com verdade. Com mentira é fácil. Acho difícil demais. Mas eu acho lindo!! Conseguir isso e ser feliz, seria fantástico. Mas se não der, que cada um encontre sua forma de ser feliz, se transformar, fazer o que acredita, com as descobertas feitas ao longo da vida. O que á a felicidade? Eu acho que tem a ver com paz de espírito. Mas e a paixão, que é tema central da novela? Não é a antítese da paz? É verdade, a paixão toma a gente por inteiro, a gente não raciocina, exagera em tudo. Mas ao mesmo tempo vê as coisas mais coloridas, fica mais inspirado. Só que o outro é uma coisa latente. A presença de outro é que começa aquilo, mas a paixão está na gente mesmo. É de dentro pra fora, é um novo enxergar. Talvez a paz não seja só calmaria. É uma serenidade, um entendimento, uma aceitação, sentimento de consciência limpa. E acho que talvez isso possa ser vivido junto com a paixão. Tomara. Como o Rodrigo vê as mulheres? Eu vejo como o ser mais forte. Não sei como se disse um dia que tratava do "sexo frágil". E de repente, na TV, no cinema, no teatro, livros. Tudo é mulher. É o ano das mulheres! Aliás, o mundo deveria ser das mulheres, não sei como vocês ainda não dominaram de verdade o mundo... Mas eu domino o meu! (risos) Ah, que bom que você assume! (risos) Tem mulher que não assume. Vocês é que dão as cartas. Falo com a maior das boas intenções. Sou profundo admirador de vocês, não só no sentido da atração, em todos os sentidos. Mulheres são mais apaixonadas? Não creio. Acho que a variação é de ser humano pra ser humano, não de homem pra mulher. Na relações afetivas, você acha que existe alguma tendência natural de comportamento de homem e de mulher? De forma geral, não. Mas há algumas coisas das quais não se pode fugir. Vocês dão à luz. Isso é um fato que dá características diferentes talvez ao pensamento e aos valores femininos. Mas acho que isso não acaba acarretando num comportamento tão diferente assim nas relações afetivas. O que acontece é que até então a maioria de nós acaba repetindo valores, comportamentos, conceitos, categorias. Mais do que isso é generalização. Entrevista feita na estreia de Mulheres Apaixonadas. 0 Comments
Posted on November 28, 2006 by Luciana
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